O mercado imobiliário brasileiro iniciou 2026 com resultados expressivos, registrando uma alta de 12% nas vendas de imóveis novos em relação ao mesmo período de 2025. Os dados, divulgados pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), superaram as expectativas mais otimistas do setor.
O desempenho é atribuído a uma combinação de fatores: a taxa Selic em trajetória de queda, que atingiu 10,25% ao ano em março, tornou o crédito imobiliário mais acessível. Além disso, o programa Minha Casa Minha Vida ampliou sua faixa de renda, incluindo famílias com renda de até R$ 12 mil mensais.
São Paulo lidera o crescimento
A capital paulista respondeu por 35% do volume total de vendas, com destaque para os bairros da Zona Sul e a região da Faria Lima, que registraram valorização média de 8% no metro quadrado. O segmento de alto padrão teve crescimento ainda mais expressivo, com alta de 18% nas vendas.
Segundo Ricardo Amorim, economista da Ricam Consultoria, "o mercado de alto padrão em São Paulo está vivendo um momento excepcional, com demanda reprimida sendo liberada pela melhora no cenário macroeconômico".
Perspectivas para o restante do ano
As incorporadoras projetam um ano recorde. A Cyrela já anunciou um pipeline de R$ 8 bilhões em lançamentos para 2026, enquanto a MRV planeja expandir sua atuação em cidades médias do interior paulista e mineiro.
Para o consumidor, o cenário é favorável: taxas de juros em queda, oferta diversificada e condições de financiamento cada vez mais competitivas. Especialistas recomendam, no entanto, atenção à localização e ao potencial de valorização do imóvel antes de fechar negócio.




